QUESTÕES DA PROVA (Sistema de Revisão Programada)
VERBENA-UFG
Banca Organizadora
2024
Ano da Prova
PROFESSOR EBTT - LÍNGUA P...
Cargo
40
Total de Questões
Revisão Programada Científica (SM-2 + Leitner)
Página 2 - Questões 11 a 20 de 40
Questão 11: Leia o texto a seguir. [...] não podemos dizer que no Brasil a juventude brasileira
oriunda da classe trabalhadora pode adiar para depois da
educação básica ou do ensino superior o ingresso na atividade
econômica. Enquanto o Brasil for um país com as marcas de
uma história escrita com a exploração dos trabalhadores, no
qual estes não têm a certeza do seu dia seguinte, o sistema
sócio-político não pode afirmar que o ensino médio primeiro
deve “formar para a vida”, enquanto a profissionalização fica
para depois. A classe trabalhadora brasileira e seus filhos não
podem esperar por essas condições porque a preocupação
com a inserção na vida produtiva é algo que acontece assim
que os jovens tomam consciência dos limites que sua relação
de classe impõe aos seus projetos de vida. RAMOS, Marise N. Concepção do ensino médio integrado. Curitiba:
SEED, 2008, p. 12. O excerto pertence a um texto no qual a pesquisadora
Marise Ramos discute o ensino médio integrado e a situação
da juventude brasileira. Ela pondera sobre a factibilidade da
premissa de que o ensino médio deve “formar para a vida”
visto que, conforme a autora,
Questão 12: Leia o texto a seguir. [...] não podemos dizer que no Brasil a juventude brasileira
oriunda da classe trabalhadora pode adiar para depois da
educação básica ou do ensino superior o ingresso na atividade
econômica. Enquanto o Brasil for um país com as marcas de
uma história escrita com a exploração dos trabalhadores, no
qual estes não têm a certeza do seu dia seguinte, o sistema
sócio-político não pode afirmar que o ensino médio primeiro
deve “formar para a vida”, enquanto a profissionalização fica
para depois. A classe trabalhadora brasileira e seus filhos não
podem esperar por essas condições porque a preocupação
com a inserção na vida produtiva é algo que acontece assim
que os jovens tomam consciência dos limites que sua relação
de classe impõe aos seus projetos de vida. RAMOS, Marise N. Concepção do ensino médio integrado. Curitiba:
SEED, 2008, p. 12. O excerto pertence a um texto no qual a pesquisadora
Marise Ramos discute o ensino médio integrado e a situação
da juventude brasileira. Ela pondera sobre a factibilidade da
premissa de que o ensino médio deve “formar para a vida”
visto que, conforme a autora,
Questão 13: O ideário da emancipação tem uma longa história no
pensamento filosófico e pedagógico, remontando ao
iluminismo no século XVIII e a valorização que este confere
ao exercício da razão. No que concerne à educação
profissional o termo não é incomum, sendo, pois, mobilizado
por diversos autores muito conhecidos no âmbito da
educação técnica e profissional, tais como Lucília Machado,
Marise Ramos e Gaudêncio Frigotto. Considerando o que
foi pontuado e considerando as especificidades dos
Institutos Federais, o ideário da emancipação nessas
instituições visa
Questão 14: O ideário da emancipação tem uma longa história no
pensamento filosófico e pedagógico, remontando ao
iluminismo no século XVIII e a valorização que este confere
ao exercício da razão. No que concerne à educação
profissional o termo não é incomum, sendo, pois, mobilizado
por diversos autores muito conhecidos no âmbito da
educação técnica e profissional, tais como Lucília Machado,
Marise Ramos e Gaudêncio Frigotto. Considerando o que
foi pontuado e considerando as especificidades dos
Institutos Federais, o ideário da emancipação nessas
instituições visa
Questão 15: Leia o texto a seguir. No Ensino Médio de um Instituto Federal, uma professora de
química, uma professora de história e uma professora de
filosofia realizaram, ao longo de um semestre letivo, um projeto
conjunto no qual abordaram a Primeira Guerra Mundial sob
diversas perspectivas exploradas com base em seu campo
disciplinar. Para dar maior organicidade ao projeto as
professoras elegeram como fio condutor o tema: o lugar das
mulheres na Primeira Guerra Mundial. A professora de história
recuperou os fatores que concorreram para a eclosão da
Guerra e seus aspectos contextuais, bem como sublinhou o
desenvolvimento técnico de máquinas e armas que deram a
esse conflito contornos muito especiais nos quais a ação de
domínio do ser humano sobre a natureza voltou-se contra ele
mesmo. A professora de química localizou entre os atores
presentes naquele conflito uma mulher, a cientista Marie Curie.
Ela destacou a iniciativa desta importante cientista, então já
premiada com o Nobel em Química, em levar seus aparelhos
de raios-x para o campo de batalha, um dispositivo novo na
época e essencial para tratar adequadamente os feridos. A
professora buscou mostrar a trajetória de vida e trabalho de
Marie Curie, as valiosas aquisições de suas pesquisas e seus
compromissos com a sociedade que deseja fazer parte. A
professora de filosofia, tomando como exemplo Marie Curie e
outras mulheres que se envolveram ativamente na guerra,
buscou com os alunos e alunas construir uma compreensão
sobre o sentido da ação humana transformadora do mundo,
destacando como as obras dos homens e mulheres podem ter
diferentes usos a depender das relações sociais e estruturas de
poder que as governam. Em seu conjunto, toda essa
elaboração contou com estudos de textos, buscas na internet,
produção de maquete, elaboração de sínteses e culminou em
um seminário conjunto com as três professoras. Estas
retomaram as linhas gerais do que desenvolveram com os
alunos e alunas e buscaram, ainda uma vez, por detrás dos
fatos históricos e do desenvolvimento da ciência, assinalar a
ação humana intencional em seu desenvolvimento, seus
condicionamentos, potencialidades e contradições. O texto acima descreve uma iniciativa pedagógica que
congregou três professoras no âmbito do Ensino Médio de
um Instituto Federal. Com base no que foi descrito, e
considerando as diversas concepções de educação e
princípios de organização do ensino, a perspectiva que
orienta as professoras é o
Questão 16: Leia o texto a seguir. No Ensino Médio de um Instituto Federal, uma professora de
química, uma professora de história e uma professora de
filosofia realizaram, ao longo de um semestre letivo, um projeto
conjunto no qual abordaram a Primeira Guerra Mundial sob
diversas perspectivas exploradas com base em seu campo
disciplinar. Para dar maior organicidade ao projeto as
professoras elegeram como fio condutor o tema: o lugar das
mulheres na Primeira Guerra Mundial. A professora de história
recuperou os fatores que concorreram para a eclosão da
Guerra e seus aspectos contextuais, bem como sublinhou o
desenvolvimento técnico de máquinas e armas que deram a
esse conflito contornos muito especiais nos quais a ação de
domínio do ser humano sobre a natureza voltou-se contra ele
mesmo. A professora de química localizou entre os atores
presentes naquele conflito uma mulher, a cientista Marie Curie.
Ela destacou a iniciativa desta importante cientista, então já
premiada com o Nobel em Química, em levar seus aparelhos
de raios-x para o campo de batalha, um dispositivo novo na
época e essencial para tratar adequadamente os feridos. A
professora buscou mostrar a trajetória de vida e trabalho de
Marie Curie, as valiosas aquisições de suas pesquisas e seus
compromissos com a sociedade que deseja fazer parte. A
professora de filosofia, tomando como exemplo Marie Curie e
outras mulheres que se envolveram ativamente na guerra,
buscou com os alunos e alunas construir uma compreensão
sobre o sentido da ação humana transformadora do mundo,
destacando como as obras dos homens e mulheres podem ter
diferentes usos a depender das relações sociais e estruturas de
poder que as governam. Em seu conjunto, toda essa
elaboração contou com estudos de textos, buscas na internet,
produção de maquete, elaboração de sínteses e culminou em
um seminário conjunto com as três professoras. Estas
retomaram as linhas gerais do que desenvolveram com os
alunos e alunas e buscaram, ainda uma vez, por detrás dos
fatos históricos e do desenvolvimento da ciência, assinalar a
ação humana intencional em seu desenvolvimento, seus
condicionamentos, potencialidades e contradições. O texto acima descreve uma iniciativa pedagógica que
congregou três professoras no âmbito do Ensino Médio de
um Instituto Federal. Com base no que foi descrito, e
considerando as diversas concepções de educação e
princípios de organização do ensino, a perspectiva que
orienta as professoras é o
Questão 17: Quando se trata da educação profissional um tema de
grande relevância é o da relação entre saber e trabalho. A
questão não é simples, pois envolve lidar com uma
problemática propriamente epistemológica e termina por
tocar em concepções há muito cristalizadas sobre o que é o
trabalho e o trabalhar. Os saberes do trabalho se fazem
presentes na tecnicidade dos atos no meio laboral e, como
bem pondera e observa Alessandra Bender, “não são
necessariamente verbalizados” (Bender, 2021, p. 147).
Esse aspecto destacado por Alessandra Bender e a
problemática descrita coloca exigências ao trabalho didático
do docente na educação profissional, pois implica em
Questão 18: Quando se trata da educação profissional um tema de
grande relevância é o da relação entre saber e trabalho. A
questão não é simples, pois envolve lidar com uma
problemática propriamente epistemológica e termina por
tocar em concepções há muito cristalizadas sobre o que é o
trabalho e o trabalhar. Os saberes do trabalho se fazem
presentes na tecnicidade dos atos no meio laboral e, como
bem pondera e observa Alessandra Bender, “não são
necessariamente verbalizados” (Bender, 2021, p. 147).
Esse aspecto destacado por Alessandra Bender e a
problemática descrita coloca exigências ao trabalho didático
do docente na educação profissional, pois implica em
Questão 19: Na educação profissional e tecnológica um referencial
estruturante é o do trabalho como princípio educativo. Mas
se o trabalho pode assumir a condição de ser educativo é
preciso, antes, bem compreender e conceituar o que
representa o próprio trabalho. Diversos autores brasileiros,
como Dermeval Saviani e Marise Nogueira Ramos,
convergem a esse respeito. Considerando o aporte desses
autores, o trabalho pode ser definido como
Questão 20: Na educação profissional e tecnológica um referencial
estruturante é o do trabalho como princípio educativo. Mas
se o trabalho pode assumir a condição de ser educativo é
preciso, antes, bem compreender e conceituar o que
representa o próprio trabalho. Diversos autores brasileiros,
como Dermeval Saviani e Marise Nogueira Ramos,
convergem a esse respeito. Considerando o aporte desses
autores, o trabalho pode ser definido como