BANCO DE QUESTÕES!

Página 1- Questões 10 de 920

Questao:Q3953583 Aplicação:22/03/2026 Banca:VERBENA-UFG Cargo:PEDAGOGO Disciplina:Português Tema:Interpretação de Textos Topico: Editar

Questão 1: O Texto 1, considerando-se o modo de organização textual e o desenvolvimento do conteúdo temático, é construído a partir de uma tipologia

Leia o Texto 1 para responder à questão. Texto 1 Mulheres falam demais Em nossa sociedade, parece haver o mito de que “as
mulheres falam demais”. Mas o que isso quer dizer, exatamente?
Será que as mulheres falariam mais que os homens e, por isso,
“falam demais”? Ou será que elas simplesmente falam mais do
que deveriam falar? Será que haveria uma comparação
quantitativa entre a fala de homens e de mulheres para ver quem
fala mais? Será que haveria um ideal de fala feminina, uma
pretensa “quantidade máxima de fala” “normal” para as
mulheres? Essas indagações mostram, na verdade, dois mitos
que podem ser facilmente desconstruídos. Comecemos pela indagação: As mulheres falam
quantitativamente mais que os homens? Essa pergunta pode ser
pensada por dois vieses: o primeiro é o biológico; o segundo,
cultural. Será que biologicamente a mulher está programada para
usar mais a fala que o homem? A anatomia humana demonstra
que a estrutura cerebral e cognitiva de homens e mulheres é
idêntica, não havendo possibilidade de distinguir um dos sexos
como “aquele que fala mais”, “aquele que fala melhor” ou “aquele
que pode produzir mais frases por dia”. Não encontramos
nenhuma evidência de natureza biológica que possa sustentar o
mito de que “a mulher fala mais que o homem”. Se o mito não encontra nenhum suporte na biologia, será
que há aspectos culturais que levam as mulheres falarem mais
que os homens? Alguns estudos realizados em culturas
ocidentais próximas à nossa (cf. Lakoff, 1975; Tannen, 1991,
1993, 1994; Holmes, 1998, 2013; Holmes; Mayerhoof, 2008;
Onnela et al ., 2014, entre outros) têm apontado que os homens –
sim, os homens – falam mais que as mulheres, especialmente em
situações públicas, onde a posse da fala representa status. Os
homens não apenas falam mais que as mulheres em situação de
poder, eles também as interrompem com frequência,
monopolizando a fala, como mostram estudos recentes (cf.
Snyder, 2014; Robb, 2015). Isso, inclusive, levou à criação dos
termos mansplaining e manterrupting , em inglês. Se, por um lado,
os homens falam mais que as mulheres em situações que
envolvem poder, algumas pesquisas mostram que, por outro
lado, as mulheres costumam falar mais em contexto privado e
familiar (Tannen, 1991, 1993, 1994; Holmes, 1998, 2013; Onnela et al ., 2014). Em grupos constituídos por pares, em que
normalmente não há status, as mulheres costumam ser mais
loquazes. O mito parece então ter um fundo cultural. Parece que,
em algumas culturas, há um “ideal de fala tácito” que as mulheres
deveriam tentar atingir. Segundo esse ideal, elas devem “falar
menos que os homens em situações públicas”. Portanto, nessas
culturas, se uma mulher tem desenvoltura para falar em público,
ela pode levar a fama de “falar demais”. Chegamos, então, as seguintes conclusões: a) Não
podemos afirmar, de maneira categórica, nem tampouco
defender a ideia de que a mulher fala mais do que o homem.
Como vimos, alguns estudos demonstram que, em contextos
familiares e íntimos, as mulheres falam mais do que os homens.
Contudo, quando a fala acontece em público, associada a status
e poder, o homem não apenas fala mais que a mulher como
também tende a não permitir que ela fale tanto quanto ele. b) Há
nas sociedades como a nossa uma expectativa de que as
mulheres falem menos do que os homens em situações públicas.
Por estar situada numa estrutura social patriarcal, quando uma
mulher se expressa “mais do que deveria” em público, ela pode
receber julgamentos negativos. OTHERO, Gabriel de Ávila. Mitos de linguagem . São Paulo: Parábola, 2017. p.
13-24. [Adaptado].
narrativa.
argumentativa.
descritiva.
expositiva.
Questao:Q3953584 Aplicação:22/03/2026 Banca:VERBENA-UFG Cargo:PEDAGOGO Disciplina:Português Tema:Interpretação de Textos Topico: Editar

Questão 2: No enunciado “Parece que, em algumas culturas, há um ‘ideal de fala tácito’ que as mulheres deveriam tentar atingir”, o termo “tácito” pode ser substituído sem prejuízo na textualidade e no sentido por

Leia o Texto 1 para responder à questão. Texto 1 Mulheres falam demais Em nossa sociedade, parece haver o mito de que “as
mulheres falam demais”. Mas o que isso quer dizer, exatamente?
Será que as mulheres falariam mais que os homens e, por isso,
“falam demais”? Ou será que elas simplesmente falam mais do
que deveriam falar? Será que haveria uma comparação
quantitativa entre a fala de homens e de mulheres para ver quem
fala mais? Será que haveria um ideal de fala feminina, uma
pretensa “quantidade máxima de fala” “normal” para as
mulheres? Essas indagações mostram, na verdade, dois mitos
que podem ser facilmente desconstruídos. Comecemos pela indagação: As mulheres falam
quantitativamente mais que os homens? Essa pergunta pode ser
pensada por dois vieses: o primeiro é o biológico; o segundo,
cultural. Será que biologicamente a mulher está programada para
usar mais a fala que o homem? A anatomia humana demonstra
que a estrutura cerebral e cognitiva de homens e mulheres é
idêntica, não havendo possibilidade de distinguir um dos sexos
como “aquele que fala mais”, “aquele que fala melhor” ou “aquele
que pode produzir mais frases por dia”. Não encontramos
nenhuma evidência de natureza biológica que possa sustentar o
mito de que “a mulher fala mais que o homem”. Se o mito não encontra nenhum suporte na biologia, será
que há aspectos culturais que levam as mulheres falarem mais
que os homens? Alguns estudos realizados em culturas
ocidentais próximas à nossa (cf. Lakoff, 1975; Tannen, 1991,
1993, 1994; Holmes, 1998, 2013; Holmes; Mayerhoof, 2008;
Onnela et al ., 2014, entre outros) têm apontado que os homens –
sim, os homens – falam mais que as mulheres, especialmente em
situações públicas, onde a posse da fala representa status. Os
homens não apenas falam mais que as mulheres em situação de
poder, eles também as interrompem com frequência,
monopolizando a fala, como mostram estudos recentes (cf.
Snyder, 2014; Robb, 2015). Isso, inclusive, levou à criação dos
termos mansplaining e manterrupting , em inglês. Se, por um lado,
os homens falam mais que as mulheres em situações que
envolvem poder, algumas pesquisas mostram que, por outro
lado, as mulheres costumam falar mais em contexto privado e
familiar (Tannen, 1991, 1993, 1994; Holmes, 1998, 2013; Onnela et al ., 2014). Em grupos constituídos por pares, em que
normalmente não há status, as mulheres costumam ser mais
loquazes. O mito parece então ter um fundo cultural. Parece que,
em algumas culturas, há um “ideal de fala tácito” que as mulheres
deveriam tentar atingir. Segundo esse ideal, elas devem “falar
menos que os homens em situações públicas”. Portanto, nessas
culturas, se uma mulher tem desenvoltura para falar em público,
ela pode levar a fama de “falar demais”. Chegamos, então, as seguintes conclusões: a) Não
podemos afirmar, de maneira categórica, nem tampouco
defender a ideia de que a mulher fala mais do que o homem.
Como vimos, alguns estudos demonstram que, em contextos
familiares e íntimos, as mulheres falam mais do que os homens.
Contudo, quando a fala acontece em público, associada a status
e poder, o homem não apenas fala mais que a mulher como
também tende a não permitir que ela fale tanto quanto ele. b) Há
nas sociedades como a nossa uma expectativa de que as
mulheres falem menos do que os homens em situações públicas.
Por estar situada numa estrutura social patriarcal, quando uma
mulher se expressa “mais do que deveria” em público, ela pode
receber julgamentos negativos. OTHERO, Gabriel de Ávila. Mitos de linguagem . São Paulo: Parábola, 2017. p.
13-24. [Adaptado].
“importante”.
“patente”.
“tático”.
“implícito”.
Questao:Q3953585 Aplicação:22/03/2026 Banca:VERBENA-UFG Cargo:PEDAGOGO Disciplina:Português Tema:Interpretação de Textos Topico: Editar

Questão 3: Ao fazer uma citação, o enunciador pode, por meio de algum recurso discursivo, assumir um posicionamento de endosso ou de afastamento em relação ao conteúdo citado. São casos de endosso e de afastamento respectivamente:

Leia o Texto 1 para responder à questão. Texto 1 Mulheres falam demais Em nossa sociedade, parece haver o mito de que “as
mulheres falam demais”. Mas o que isso quer dizer, exatamente?
Será que as mulheres falariam mais que os homens e, por isso,
“falam demais”? Ou será que elas simplesmente falam mais do
que deveriam falar? Será que haveria uma comparação
quantitativa entre a fala de homens e de mulheres para ver quem
fala mais? Será que haveria um ideal de fala feminina, uma
pretensa “quantidade máxima de fala” “normal” para as
mulheres? Essas indagações mostram, na verdade, dois mitos
que podem ser facilmente desconstruídos. Comecemos pela indagação: As mulheres falam
quantitativamente mais que os homens? Essa pergunta pode ser
pensada por dois vieses: o primeiro é o biológico; o segundo,
cultural. Será que biologicamente a mulher está programada para
usar mais a fala que o homem? A anatomia humana demonstra
que a estrutura cerebral e cognitiva de homens e mulheres é
idêntica, não havendo possibilidade de distinguir um dos sexos
como “aquele que fala mais”, “aquele que fala melhor” ou “aquele
que pode produzir mais frases por dia”. Não encontramos
nenhuma evidência de natureza biológica que possa sustentar o
mito de que “a mulher fala mais que o homem”. Se o mito não encontra nenhum suporte na biologia, será
que há aspectos culturais que levam as mulheres falarem mais
que os homens? Alguns estudos realizados em culturas
ocidentais próximas à nossa (cf. Lakoff, 1975; Tannen, 1991,
1993, 1994; Holmes, 1998, 2013; Holmes; Mayerhoof, 2008;
Onnela et al ., 2014, entre outros) têm apontado que os homens –
sim, os homens – falam mais que as mulheres, especialmente em
situações públicas, onde a posse da fala representa status. Os
homens não apenas falam mais que as mulheres em situação de
poder, eles também as interrompem com frequência,
monopolizando a fala, como mostram estudos recentes (cf.
Snyder, 2014; Robb, 2015). Isso, inclusive, levou à criação dos
termos mansplaining e manterrupting , em inglês. Se, por um lado,
os homens falam mais que as mulheres em situações que
envolvem poder, algumas pesquisas mostram que, por outro
lado, as mulheres costumam falar mais em contexto privado e
familiar (Tannen, 1991, 1993, 1994; Holmes, 1998, 2013; Onnela et al ., 2014). Em grupos constituídos por pares, em que
normalmente não há status, as mulheres costumam ser mais
loquazes. O mito parece então ter um fundo cultural. Parece que,
em algumas culturas, há um “ideal de fala tácito” que as mulheres
deveriam tentar atingir. Segundo esse ideal, elas devem “falar
menos que os homens em situações públicas”. Portanto, nessas
culturas, se uma mulher tem desenvoltura para falar em público,
ela pode levar a fama de “falar demais”. Chegamos, então, as seguintes conclusões: a) Não
podemos afirmar, de maneira categórica, nem tampouco
defender a ideia de que a mulher fala mais do que o homem.
Como vimos, alguns estudos demonstram que, em contextos
familiares e íntimos, as mulheres falam mais do que os homens.
Contudo, quando a fala acontece em público, associada a status
e poder, o homem não apenas fala mais que a mulher como
também tende a não permitir que ela fale tanto quanto ele. b) Há
nas sociedades como a nossa uma expectativa de que as
mulheres falem menos do que os homens em situações públicas.
Por estar situada numa estrutura social patriarcal, quando uma
mulher se expressa “mais do que deveria” em público, ela pode
receber julgamentos negativos. OTHERO, Gabriel de Ávila. Mitos de linguagem . São Paulo: Parábola, 2017. p.
13-24. [Adaptado].
“Se o mito não encontra nenhum suporte na biologia, será que há aspectos culturais que levam ‘as mulheres falarem mais que os homens’?”; “A anatomia humana demostra que a estrutura cerebral e cognitiva de homens e mulheres é idêntica [...]”.
“Não encontramos nenhuma evidência de natureza biológica que possa sustentar o mito de que ‘a mulher fala mais que o homem’”; “Alguns estudos realizados em culturas ocidentais próximas à nossa (cf. Lakoff, 1975; Tannen, 1991, 1993, 1994; Holmes, 1998, 2013; Holmes; Mayerhoof, 2008; Onnela et al., 2014, entre outros) têm apontado que os homens – sim, os homens – falam mais que as mulheres [...]”.
“Será que as mulheres falariam mais que os homens e, por isso, ‘falam demais’?”; “Se, por um lado, os homens falam mais que as mulheres em situações que envolvem poder, algumas pesquisas mostram que, por outro lado, as mulheres costumam falar mais em contexto privado e familiar (Tannen, 1991, 1993, 1994; Holmes, 1998, 2013; Onnela et al ., 2014)”.
“Os homens não apenas falam mais que as mulheres em situação de poder, eles também as interrompem com frequência, monopolizando a fala, como mostram estudos recentes (cf. Snyder, 2014; Robb, 2015)”; “Em nossa sociedade, parece haver o mito de que ‘as mulheres falam demais’”.
Questao:Q3953586 Aplicação:22/03/2026 Banca:VERBENA-UFG Cargo:PEDAGOGO Disciplina:Português Tema:Interpretação de Textos Topico:Sintaxe Editar

Questão 4: No enunciado “Isso, inclusive, levou à criação dos termos mansplaining e manterrupting , em inglês”, o operador argumentativo “inclusive” constrói um efeito de sentido de

Leia o Texto 1 para responder à questão. Texto 1 Mulheres falam demais Em nossa sociedade, parece haver o mito de que “as
mulheres falam demais”. Mas o que isso quer dizer, exatamente?
Será que as mulheres falariam mais que os homens e, por isso,
“falam demais”? Ou será que elas simplesmente falam mais do
que deveriam falar? Será que haveria uma comparação
quantitativa entre a fala de homens e de mulheres para ver quem
fala mais? Será que haveria um ideal de fala feminina, uma
pretensa “quantidade máxima de fala” “normal” para as
mulheres? Essas indagações mostram, na verdade, dois mitos
que podem ser facilmente desconstruídos. Comecemos pela indagação: As mulheres falam
quantitativamente mais que os homens? Essa pergunta pode ser
pensada por dois vieses: o primeiro é o biológico; o segundo,
cultural. Será que biologicamente a mulher está programada para
usar mais a fala que o homem? A anatomia humana demonstra
que a estrutura cerebral e cognitiva de homens e mulheres é
idêntica, não havendo possibilidade de distinguir um dos sexos
como “aquele que fala mais”, “aquele que fala melhor” ou “aquele
que pode produzir mais frases por dia”. Não encontramos
nenhuma evidência de natureza biológica que possa sustentar o
mito de que “a mulher fala mais que o homem”. Se o mito não encontra nenhum suporte na biologia, será
que há aspectos culturais que levam as mulheres falarem mais
que os homens? Alguns estudos realizados em culturas
ocidentais próximas à nossa (cf. Lakoff, 1975; Tannen, 1991,
1993, 1994; Holmes, 1998, 2013; Holmes; Mayerhoof, 2008;
Onnela et al ., 2014, entre outros) têm apontado que os homens –
sim, os homens – falam mais que as mulheres, especialmente em
situações públicas, onde a posse da fala representa status. Os
homens não apenas falam mais que as mulheres em situação de
poder, eles também as interrompem com frequência,
monopolizando a fala, como mostram estudos recentes (cf.
Snyder, 2014; Robb, 2015). Isso, inclusive, levou à criação dos
termos mansplaining e manterrupting , em inglês. Se, por um lado,
os homens falam mais que as mulheres em situações que
envolvem poder, algumas pesquisas mostram que, por outro
lado, as mulheres costumam falar mais em contexto privado e
familiar (Tannen, 1991, 1993, 1994; Holmes, 1998, 2013; Onnela et al ., 2014). Em grupos constituídos por pares, em que
normalmente não há status, as mulheres costumam ser mais
loquazes. O mito parece então ter um fundo cultural. Parece que,
em algumas culturas, há um “ideal de fala tácito” que as mulheres
deveriam tentar atingir. Segundo esse ideal, elas devem “falar
menos que os homens em situações públicas”. Portanto, nessas
culturas, se uma mulher tem desenvoltura para falar em público,
ela pode levar a fama de “falar demais”. Chegamos, então, as seguintes conclusões: a) Não
podemos afirmar, de maneira categórica, nem tampouco
defender a ideia de que a mulher fala mais do que o homem.
Como vimos, alguns estudos demonstram que, em contextos
familiares e íntimos, as mulheres falam mais do que os homens.
Contudo, quando a fala acontece em público, associada a status
e poder, o homem não apenas fala mais que a mulher como
também tende a não permitir que ela fale tanto quanto ele. b) Há
nas sociedades como a nossa uma expectativa de que as
mulheres falem menos do que os homens em situações públicas.
Por estar situada numa estrutura social patriarcal, quando uma
mulher se expressa “mais do que deveria” em público, ela pode
receber julgamentos negativos. OTHERO, Gabriel de Ávila. Mitos de linguagem . São Paulo: Parábola, 2017. p.
13-24. [Adaptado].
especificação e paráfrase.
explicação e reformulação.
adição e ênfase.
contradição e intensidade.
Questao:Q3953587 Aplicação:22/03/2026 Banca:VERBENA-UFG Cargo:PEDAGOGO Disciplina:Português Tema:Interpretação de Textos Topico: Editar

Questão 5: Qual é o tema discutido no Texto 2?

Leia o Texto 2 para responder à questão. Texto 2 Fome de água no berço das águas: Mulheres do Cerrado
lutam por segurança hídrica e alimentar no bioma mais
ameaçado do Brasil Ludmila Pereira O Cerrado passa por transformações profundas. As razões
não são naturais, e sim atribuídas à expansão do uso industrial
da terra, em atividades ligadas ao agronegócio. Esse modelo de
exploração da terra acelera mudanças climáticas e reforça
alterações regionais, gerando um ciclo maléfico de seca e de
ameaça a populações já vulnerabilizadas, em especial as
mulheres. Um estudo publicado em 2024, na revista científica Nature Communication , mostra que o meio do Brasil – onde fica o
Cerrado – passa pela seca mais severa dos últimos 700 anos.
Outra análise, realizada por um grupo de pesquisadores do
Instituto Cerrados e da Agência Nacional de Águas (ANA),
mostra que o volume de água do Cerrado pode reduzir 34% até
2050. Devido à expansão agrícola, 90% das bacias
hidrográficas do Cerrado podem diminuir o seu fluxo de água. Os efeitos já são sentidos no campo e na cidade. Ligar a
torneira e não encontrar o principal ingrediente para a primeira
refeição do dia é desolador. Em casos como esse, as mulheres
são as mais impactadas. Em geral, pesa sobre elas a
responsabilidade de garantir água para a alimentação e para o
cuidado da casa. Nesse contexto, mulheres, especialmente as
mães solos, se tornam reféns de adoecimento e preocupação
constante, como conta a quilombola Emília Costa durante um
dos encontros da Articulação de Mulheres do Cerrado. “O primeiro impacto que a gente sente das violações do
Cerrado é em nossos corpos, justamente porque nós mulheres
temos relação direta de cuidado e uma sensibilidade melhor
para sentir as coisas benéficas e, infelizmente, também as
mazelas que chegam até nós, em nossos territórios”, relata
Costa, do Quilombo Santo Antônio do Costa, no Maranhão. Disponível em: https://diplomatique.org.br/mulheres-do-cerrado-lutam-porseguranca-hidrica-e-alimentar-no-bioma-mais-ameacado-do-brasil/. Acesso
em: 18 fev. 2026. [Adaptado].
Regulação da fronteira agrícola usada na produção de commodities como medida de combate aos efeitos das mudanças climáticas e como política pública indutora de igualdade social.
Crise hídrica no Cerrado decorrente de mudanças climáticas causas pela expansão do agronegócio e seu impacto sobre a vida de mulheres em condição de vulnerabilidade social.
Impacto das atividades das indústrias de mineração sobre o equilíbrio do meio ambiente, considerando-se o aumento das atividades extrativistas e o risco de poluição de rios e do lençol freático.
Políticas públicas voltadas para a atenção de povos originários em situação de vulnerabilidade, com ações que visam garantir o acesso à água, a proteção do território e o combate à fome.
Questao:Q3953588 Aplicação:22/03/2026 Banca:VERBENA-UFG Cargo:PEDAGOGO Disciplina:Português Tema:Interpretação de Textos Topico: Editar

Questão 6: A expressão “no berço das águas”, presente no título do Texto 2, é construída a partir do uso de uma figura de linguagem denominada de

Leia o Texto 2 para responder à questão. Texto 2 Fome de água no berço das águas: Mulheres do Cerrado
lutam por segurança hídrica e alimentar no bioma mais
ameaçado do Brasil Ludmila Pereira O Cerrado passa por transformações profundas. As razões
não são naturais, e sim atribuídas à expansão do uso industrial
da terra, em atividades ligadas ao agronegócio. Esse modelo de
exploração da terra acelera mudanças climáticas e reforça
alterações regionais, gerando um ciclo maléfico de seca e de
ameaça a populações já vulnerabilizadas, em especial as
mulheres. Um estudo publicado em 2024, na revista científica Nature Communication , mostra que o meio do Brasil – onde fica o
Cerrado – passa pela seca mais severa dos últimos 700 anos.
Outra análise, realizada por um grupo de pesquisadores do
Instituto Cerrados e da Agência Nacional de Águas (ANA),
mostra que o volume de água do Cerrado pode reduzir 34% até
2050. Devido à expansão agrícola, 90% das bacias
hidrográficas do Cerrado podem diminuir o seu fluxo de água. Os efeitos já são sentidos no campo e na cidade. Ligar a
torneira e não encontrar o principal ingrediente para a primeira
refeição do dia é desolador. Em casos como esse, as mulheres
são as mais impactadas. Em geral, pesa sobre elas a
responsabilidade de garantir água para a alimentação e para o
cuidado da casa. Nesse contexto, mulheres, especialmente as
mães solos, se tornam reféns de adoecimento e preocupação
constante, como conta a quilombola Emília Costa durante um
dos encontros da Articulação de Mulheres do Cerrado. “O primeiro impacto que a gente sente das violações do
Cerrado é em nossos corpos, justamente porque nós mulheres
temos relação direta de cuidado e uma sensibilidade melhor
para sentir as coisas benéficas e, infelizmente, também as
mazelas que chegam até nós, em nossos territórios”, relata
Costa, do Quilombo Santo Antônio do Costa, no Maranhão. Disponível em: https://diplomatique.org.br/mulheres-do-cerrado-lutam-porseguranca-hidrica-e-alimentar-no-bioma-mais-ameacado-do-brasil/. Acesso
em: 18 fev. 2026. [Adaptado].
metáfora.
metonímia.
catacrese.
oxímoro.
Questao:Q3953589 Aplicação:22/03/2026 Banca:VERBENA-UFG Cargo:PEDAGOGO Disciplina:Português Tema:Interpretação de Textos Topico: Editar

Questão 7: Considerando-se o processo de progressão temática, o segundo parágrafo do Texto 2 é construído a partir de um recurso argumentativo baseado em

Leia o Texto 2 para responder à questão. Texto 2 Fome de água no berço das águas: Mulheres do Cerrado
lutam por segurança hídrica e alimentar no bioma mais
ameaçado do Brasil Ludmila Pereira O Cerrado passa por transformações profundas. As razões
não são naturais, e sim atribuídas à expansão do uso industrial
da terra, em atividades ligadas ao agronegócio. Esse modelo de
exploração da terra acelera mudanças climáticas e reforça
alterações regionais, gerando um ciclo maléfico de seca e de
ameaça a populações já vulnerabilizadas, em especial as
mulheres. Um estudo publicado em 2024, na revista científica Nature Communication , mostra que o meio do Brasil – onde fica o
Cerrado – passa pela seca mais severa dos últimos 700 anos.
Outra análise, realizada por um grupo de pesquisadores do
Instituto Cerrados e da Agência Nacional de Águas (ANA),
mostra que o volume de água do Cerrado pode reduzir 34% até
2050. Devido à expansão agrícola, 90% das bacias
hidrográficas do Cerrado podem diminuir o seu fluxo de água. Os efeitos já são sentidos no campo e na cidade. Ligar a
torneira e não encontrar o principal ingrediente para a primeira
refeição do dia é desolador. Em casos como esse, as mulheres
são as mais impactadas. Em geral, pesa sobre elas a
responsabilidade de garantir água para a alimentação e para o
cuidado da casa. Nesse contexto, mulheres, especialmente as
mães solos, se tornam reféns de adoecimento e preocupação
constante, como conta a quilombola Emília Costa durante um
dos encontros da Articulação de Mulheres do Cerrado. “O primeiro impacto que a gente sente das violações do
Cerrado é em nossos corpos, justamente porque nós mulheres
temos relação direta de cuidado e uma sensibilidade melhor
para sentir as coisas benéficas e, infelizmente, também as
mazelas que chegam até nós, em nossos territórios”, relata
Costa, do Quilombo Santo Antônio do Costa, no Maranhão. Disponível em: https://diplomatique.org.br/mulheres-do-cerrado-lutam-porseguranca-hidrica-e-alimentar-no-bioma-mais-ameacado-do-brasil/. Acesso
em: 18 fev. 2026. [Adaptado].
evidência por amostragem.
análise de dados estatísticos.
citação de discursos de autoridade.
comparação de elementos naturais.
Questao:Q3953590 Aplicação:22/03/2026 Banca:VERBENA-UFG Cargo:PEDAGOGO Disciplina:Português Tema:Interpretação de Textos Topico: Editar

Questão 8: Defende-se, no Texto 3, a ideia de que ler e escrever

Leia o Texto 3 para responder à questão. Texto 3 A importância do ato de escrever Ao escrever, vivenciamos um deslocamento da nossa
interioridade para exterioridade: vamos do gesto da escrita para
o gesto da leitura e voltamos, mais uma vez, para a (re)escrita.
Assim, vivenciamos um movimento de ir e vir entre os atos de
escrever e ler. Escrever é revelar o que existe dentro do nosso mundo
interno, e só podemos saber o que vai vir lá de dentro quando,
de fato, escrevemos, pois se trata de um conhecimento que se
completa com essa passagem do “dentro” para o “fora”. Os atos de ler e de escrever (as palavras e o mundo) são
imprescindíveis para se conhecer a vida, a sociedade e o
próprio “eu”. Dessa forma, como a leitura do mundo vem antes
da leitura da palavra – como nos ensina Paulo Freire – e sempre
está imbricada nesta, escrever a palavra, com marcas de
autoria, exige de quem escreve uma postura ativa, própria de
uma pessoa que se engaja, age e transforma o mundo.
Escrevemos o mundo, escrevemos nossos dias, escrevemos
nossos desejos, nossas crenças, nossas vontades e nossas
ideologias todos os dias quando vivemos nossas vidas. É
preciso ampliar esse olhar para o que é escrever, o que é ser
autor/a, a fim de que possamos ter mais consciência das
escolhas que fazemos ao produzir um texto. Quando
assumimos uma postural autoral ativa, fazemos algo que vai
muito além do que simplesmente preencher uma folha (ou uma
tela) com palavras. DIAS, Juliana de Freitas. Leitura e produção de textos . São Paulo: Contexto,
2023. p. 56. [Adaptado]
são ações negligenciadas na formação escolar, razão pela qual grande parte das pessoas que passaram pela educação básica permanece tendo dificuldade com a escrita.
constituem atividades interligadas que envolvem as palavras e o mundo, as quais são fundamentais para o autoconhecimento e para a compreensão e mudança da realidade.
constituem atos de formação fundamentais para o exercício pleno da cidadania, sendo, portanto, os elementos que indicam o quanto o eu está preparado para a vida pública.
são modos de interagir esteticamente com o mundo, por meio dos quais se pode expressar a beleza e a vastidão do universo, aderindo ao seu chamado por engajamento.
Questao:Q3953591 Aplicação:22/03/2026 Banca:VERBENA-UFG Cargo:PEDAGOGO Disciplina:Português Tema:Interpretação de Textos Topico: Editar

Questão 9: Considere o seguinte recorte: “Dessa forma, como a leitura do mundo vem antes da leitura da palavra – como nos ensina Paulo Freire – e sempre está imbricada nesta, escrever a palavra, com marcas de autoria, exige de quem escreve uma postura ativa, própria de uma pessoa que se engaja, age e transforma o mundo”. Nesse trecho, o termo “nesta”, considerando o contexto de ocorrência, estabelece uma coesão referencial com

Leia o Texto 3 para responder à questão. Texto 3 A importância do ato de escrever Ao escrever, vivenciamos um deslocamento da nossa
interioridade para exterioridade: vamos do gesto da escrita para
o gesto da leitura e voltamos, mais uma vez, para a (re)escrita.
Assim, vivenciamos um movimento de ir e vir entre os atos de
escrever e ler. Escrever é revelar o que existe dentro do nosso mundo
interno, e só podemos saber o que vai vir lá de dentro quando,
de fato, escrevemos, pois se trata de um conhecimento que se
completa com essa passagem do “dentro” para o “fora”. Os atos de ler e de escrever (as palavras e o mundo) são
imprescindíveis para se conhecer a vida, a sociedade e o
próprio “eu”. Dessa forma, como a leitura do mundo vem antes
da leitura da palavra – como nos ensina Paulo Freire – e sempre
está imbricada nesta, escrever a palavra, com marcas de
autoria, exige de quem escreve uma postura ativa, própria de
uma pessoa que se engaja, age e transforma o mundo.
Escrevemos o mundo, escrevemos nossos dias, escrevemos
nossos desejos, nossas crenças, nossas vontades e nossas
ideologias todos os dias quando vivemos nossas vidas. É
preciso ampliar esse olhar para o que é escrever, o que é ser
autor/a, a fim de que possamos ter mais consciência das
escolhas que fazemos ao produzir um texto. Quando
assumimos uma postural autoral ativa, fazemos algo que vai
muito além do que simplesmente preencher uma folha (ou uma
tela) com palavras. DIAS, Juliana de Freitas. Leitura e produção de textos . São Paulo: Contexto,
2023. p. 56. [Adaptado]
“Dessa forma”.
“leitura do mundo”.
“a palavra”.
“leitura da palavra”.
Questao:Q3953592 Aplicação:22/03/2026 Banca:VERBENA-UFG Cargo:PEDAGOGO Disciplina:Português Tema:Interpretação de Textos Topico: Editar

Questão 10: De acordo com a perspectiva adotada em A importância do ato de escrever , as marcas de autoria são alcançadas quando

Leia o Texto 3 para responder à questão. Texto 3 A importância do ato de escrever Ao escrever, vivenciamos um deslocamento da nossa
interioridade para exterioridade: vamos do gesto da escrita para
o gesto da leitura e voltamos, mais uma vez, para a (re)escrita.
Assim, vivenciamos um movimento de ir e vir entre os atos de
escrever e ler. Escrever é revelar o que existe dentro do nosso mundo
interno, e só podemos saber o que vai vir lá de dentro quando,
de fato, escrevemos, pois se trata de um conhecimento que se
completa com essa passagem do “dentro” para o “fora”. Os atos de ler e de escrever (as palavras e o mundo) são
imprescindíveis para se conhecer a vida, a sociedade e o
próprio “eu”. Dessa forma, como a leitura do mundo vem antes
da leitura da palavra – como nos ensina Paulo Freire – e sempre
está imbricada nesta, escrever a palavra, com marcas de
autoria, exige de quem escreve uma postura ativa, própria de
uma pessoa que se engaja, age e transforma o mundo.
Escrevemos o mundo, escrevemos nossos dias, escrevemos
nossos desejos, nossas crenças, nossas vontades e nossas
ideologias todos os dias quando vivemos nossas vidas. É
preciso ampliar esse olhar para o que é escrever, o que é ser
autor/a, a fim de que possamos ter mais consciência das
escolhas que fazemos ao produzir um texto. Quando
assumimos uma postural autoral ativa, fazemos algo que vai
muito além do que simplesmente preencher uma folha (ou uma
tela) com palavras. DIAS, Juliana de Freitas. Leitura e produção de textos . São Paulo: Contexto,
2023. p. 56. [Adaptado]
o texto reflete a interioridade do autor e sua busca por mudar o mundo.
o autor evidencia domínio e profundidade no tratamento do assunto.
o texto traz saberes inovadores para um determinado campo de atuação social.
o autor apresenta um diálogo maduro e autônomo com suas fontes.
<