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Texto_Enunciado:
Leia o Texto 5 para responder à questão. Texto 5 Furto de flor Carlos Drummond de Andrade Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida. Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer. Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me: – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim! ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis . Rio de Janeiro, José Olympio, 1985. p. 80. Disponível em:
. Acesso em: 05 mar. 2024.
Explicação:
Detalhe:
Revisao:
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Alternativa:
A
B
C
D
Correta
Id
Alternativa
Resposta
Certa
Ação
2346
A
um editorial.
N
Editar
Excluir
2347
B
um poema.
N
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2348
C
uma crônica
S
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Excluir
2349
D
uma fábula.
N
Editar
Excluir
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